domingo, 7 de agosto de 2011

Como rezar segundo nosso saudoso Papa João Paulo II



O Papa reza da forma que o Espírito Santo lhe permite rezar. penso que ele deve rezar de tal modo que, aprofundando o mistério. [...] Alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos homens de hoje [as palavras iniciais do documento Gaudium et spes, do Concílio vaticano II, N.A.], são o objeto da oração do Papa.
Tenho uma devoção particular ao anjo da guarda. Desde criança, provavelmente como todas as crianças, repeti muitas vezes a invocação: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou à piedade divina, sempre me rege, guarde, governe, ilumine...”. O meu anjo da guarda sabe aquilo que estou fazendo. A minha confiança nele, na sua presença protetora, vai constantemente se aprofundando em mim. São Miguel, São Gabriel e São Rafael são os arcanjos que frequentemente eu invoco na oração.
A solicitude por todas as Igrejas impõe cada dia ao Pontífice peregrinar pelo mundo inteiro com a oração, com o pensamento e com o coração. Delineia-se assim uma espécie de geografia da oração do Papa. É a geografia das comunidades, das Igrejas, das sociedades e também dos problemas que angustiam o mundo contemporâneo.
Eu, simplesmente, rezo por todos, todos os dias. Assim que encontro uma pessoa, rezo por essa pessoa, e isso facilita sempre os contatos. É difícil, para mim, explicar como é que os outros percebem isso; seria melhor perguntar para eles. Todavia, sigo o princípio de acolher cada um como uma pessoa que o Senhor me envia e que, ao mesmo tempo, me confia.
Vocês todos estão presentes nas minhas orações; vocês estão no meu coração. Somos todos peregrinos no nosso caminho rumo à casa do Pai celestial. Caminhamos na estrada do amor. Caminhamos com fé. Caminhamos em Jesus Cristo (13/3/1982).


Texto extraído do Livro: “Esta é a minha Vida”, João Paulo Segundo...ele próprio – organização Saverio Gaeta.