“A caridade não se vangloria, não se infla de orgulho” (1Cor 13,4). É a vanglória que busca o próprio louvor, ao passo que a caridade age, “não para agradar aos homens, mas a Deus” (1Ts 2,4). A vanglória põe o eu no centro da vida. A caridade põe Deus e o próximo. Incha-se a vanglória com o pouco que tem. É busca de si. Caridade é entrega de si a Deus e aos irmãos. Caridade é vanglória são dois opostos e mutuamente se excluem.
Quanto mais profunda é a caridade, tanto mais se dá aos outros, serve o próximo, dá a quem precisa, com simplicidade e delicadeza, sem fazer valer seus préstimos, procura antes ocultá-los. “Cuidai de não ostentar vossa justiça diante dos homens para serdes louvados por eles”, disse Jesus em Mt 6,1. A caridade não toca trombeta para anunciar suas boas obras. “Quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita, para que tua esmola fique secreta, e teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará”. A caridade não dá com arrogância, mas com modéstia: é o irmão a dar ao irmão, feliz em dividir com ele o que possui, sem ostentar superioridade, porque está convicto de não a possuir. “Se alguém julgar ser alguma coisa, enquanto nada é, a si mesmo se engana” (Gl 6,3).A caridade vem de Deus, e Deus é verdade, por isso, onde há caridade sincera, não pode haver ilusão de vanglória.
“Quem se gloria, glorie-se no Senhor” , diz São Paulo em 2Cor10,17. Amar e beneficiar o próximo é a glória do cristianismo, mas com isto não se orgulha. Ao contrário, o Cristão é grato ao próximo que lha dá a ocasião, e a Deus, que com sua graça o sustenta no bem.
“Não busquemos a vanglória, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” (Gl 5,26). O ambicioso não tem diferência para com os outros, antepõe-se a todos, quer o primeiro lugar e fazer-se valer. Sua conduta indispõe e provoca o próximo, que se vê lesado em seus diretos, daí, as divisões, as invejas, e as emulações. A caridade, ao contrário, “não falta ao respeito” (!Cor 13,5) para com ninguém e, antes que se rivalizar com os outros ou preferir-se um só, escolho para si o último lugar. A caridade inspira sentimentos delicados para com o próximo, a ninguém despreza, respeita e honra a todos. “Amai-vos uns aos outros com afeto fraterno, mutuamente carinhosos, adiantando-vos uns aos outros na estima recíproca” , diz São Paulo em Romanos 12,10; e aos Filipenses recomenda: “Cada qual, por humildade, considere os outros superiores” (2,3). Em vez de lutas mesquinhas, para mutuamente se esmagarem, estimulam os cristãos em ceder uns aos outros honras e vantagens.
A caridade acima de tudo; enquanto que o assistencialismo não se pode considerar caridade razão pelo qual exige troca de gentilezas. No mundo a prática da caridade é confundida por assistencialismo, razão disso é, que o homem perdeu a noção de caridade, isto é, renúncia de si mesmo em detrimento da felicidade dos outros.
Vamos agir com caridade, pois é por ele que iremos transformar o nosso mundo, havendo mais justiça e solidariedade. Jesus pede CARIDADE.
Autor: Pe. Fernando Gonçalves
Quanto mais profunda é a caridade, tanto mais se dá aos outros, serve o próximo, dá a quem precisa, com simplicidade e delicadeza, sem fazer valer seus préstimos, procura antes ocultá-los. “Cuidai de não ostentar vossa justiça diante dos homens para serdes louvados por eles”, disse Jesus em Mt 6,1. A caridade não toca trombeta para anunciar suas boas obras. “Quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita, para que tua esmola fique secreta, e teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará”. A caridade não dá com arrogância, mas com modéstia: é o irmão a dar ao irmão, feliz em dividir com ele o que possui, sem ostentar superioridade, porque está convicto de não a possuir. “Se alguém julgar ser alguma coisa, enquanto nada é, a si mesmo se engana” (Gl 6,3).A caridade vem de Deus, e Deus é verdade, por isso, onde há caridade sincera, não pode haver ilusão de vanglória.
“Quem se gloria, glorie-se no Senhor” , diz São Paulo em 2Cor10,17. Amar e beneficiar o próximo é a glória do cristianismo, mas com isto não se orgulha. Ao contrário, o Cristão é grato ao próximo que lha dá a ocasião, e a Deus, que com sua graça o sustenta no bem.
“Não busquemos a vanglória, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” (Gl 5,26). O ambicioso não tem diferência para com os outros, antepõe-se a todos, quer o primeiro lugar e fazer-se valer. Sua conduta indispõe e provoca o próximo, que se vê lesado em seus diretos, daí, as divisões, as invejas, e as emulações. A caridade, ao contrário, “não falta ao respeito” (!Cor 13,5) para com ninguém e, antes que se rivalizar com os outros ou preferir-se um só, escolho para si o último lugar. A caridade inspira sentimentos delicados para com o próximo, a ninguém despreza, respeita e honra a todos. “Amai-vos uns aos outros com afeto fraterno, mutuamente carinhosos, adiantando-vos uns aos outros na estima recíproca” , diz São Paulo em Romanos 12,10; e aos Filipenses recomenda: “Cada qual, por humildade, considere os outros superiores” (2,3). Em vez de lutas mesquinhas, para mutuamente se esmagarem, estimulam os cristãos em ceder uns aos outros honras e vantagens.
A caridade acima de tudo; enquanto que o assistencialismo não se pode considerar caridade razão pelo qual exige troca de gentilezas. No mundo a prática da caridade é confundida por assistencialismo, razão disso é, que o homem perdeu a noção de caridade, isto é, renúncia de si mesmo em detrimento da felicidade dos outros.
Vamos agir com caridade, pois é por ele que iremos transformar o nosso mundo, havendo mais justiça e solidariedade. Jesus pede CARIDADE.
Autor: Pe. Fernando Gonçalves