quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Magnificat - Causa da Nossa Alegria



Aprendemos na Magnificat – Missão Católica de Evangelização, por Meio da Bem Aventurada Virgem Maria, que Ela é “Causa da Nossa Alegria” (Título presente na Ladainha de Nossa Senhora) e nos conduz a viver o Magnificat; a qual fará seis anos do seu discernimento, na próxima sexta-feira (30/11/2012), por isso, repetimos, essa é a Causa da nossa Alegria, Alegria em Tê-la, sobretudo a Virgem Santíssima, que nos ensina a Amar e a deixarmos sermos amados.

Os nossos Santos Baluartes: São Luiz Maria Grignion de Montfort, São Pio de Pietrelcina e Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, nos “escolhem”, e ensinam-nos a vivermos a espiritualidade Magnificat com seus exemplos que nos edificam e nos levam a tocar no mistério do Deus Vivo, testemunhos vivos de Santidade!

Por Meio do Magnificat somos chamados a viver essa comunhão que impele a alma à oblação; é essa a razão de todo o nosso ser, somos Escravos de Amor, porque a própria Virgem Maria nos ensina, através do Seu exemplo a sermos escravos, “Eis Aqui a Escrava do Senhor (Lc 1,38), no entanto, devemos sim ser escravos e não servos:

Segundo São Luiz Maria Grignion de Montfort, que nos instrui no seu Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem Maria (p.60-62), que há diferenças radicais entre um servo e um escravo:

"Um servo não dá ao seu Senhor tudo o que é nem tudo o que possui, nem tudo o que pode adquirir por si mesmo ou por outro. Mas o escravo dá-se inteiramente, com tudo o que possui ou pode vir a adquirir, sem exceção alguma.

O servo exige a paga dos serviços que presta ao senhor, enquanto o escravo nada pode exigir, por maior que seja a sua aplicação,  a sua habilidade, e a força com que trabalha.

O servo pode deixar o senhor quando quiser ou, pelo menos, quando tiver expirado o tempo do serviço, mas o escravo não tem o direito de fazer isso.

O senhor do servo não tem sobre ele nenhum direito de vida e de morte, e se o matasse como a um dos seus animais de carga, cometeria um homicídio injusto. Ao contrário, o senhor do escravo tem, por lei, direito de vida e de morte sobre ele, de modo que o pode vender a quem quiser, ou matar, como faria ao seu cavalo. Finalmente, o servo está só por algum tempo serviço do senhor, mas o escravo, para sempre".

Por isso, nós que somos chamados a viver o Magnificat, somos  escravos de Amor da Santíssima Virgem Maria, pois assim como: 

"Jesus Cristo escolheu-A por companheira indissolúvel da sua vida, da sua morte, da sua glória e poder no Céu e na Terra(...) Ela que é o Meio de que nosso Senhor se serviu para vir a nós; é também o Meio de que nos devemos, a exemplo Dela, servir para irmos a Jesus Cristo"(p.62), somos chamados através do nosso sim, a dizermos: Eis aqui os escravos do Senhor, faça-se em nós segundo a Vossa Palavra.

“(...) Se não querem que alguém se diga escravo da Santíssima Virgem Maria, que importa? Que se faça e se diga escravo de Jesus Cristo! É o mesmo que sê-lo da Santíssima Virgem (...) (p.63-64).

Viver o Magnificat(segundo o nosso carisma) é testemunhar o Amor de Deus por Meio da Santíssima Virgem Maria, imitando a Cristo numa doação total da própria vida, a exemplo dos Protomártires do Brasil, nossa Identidade, nosso carisma.

São Pio de Pietrelcina: “Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da Assistência espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia”.

Na vivência da espiritualidade Magnificat, por meio dos acompanhamentos espirituais participamos da “com-vocação” para caminhar junto para a realização do projeto vocacional, porque se trata de um convite que atinge à totalidade do ser da pessoa, envolvendo as estruturas intrapsíquicas, compreendendo o coração- mente –vontade, todas ao mesmo tempo são convocadas para responder ao chamado do Espírito.


Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, o seu ardor missionário se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. 

A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. É necessário cultivar uma espiritualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.

Os nossos intercessores também nos impulsionam a vivermos a “Causa da Nossa Alegria”, são eles: os Protomártires do Brasil, São José, Beato João Paulo II, Santa Rita de Cássia, São Miguel Arcanjo, Sant’Ana e São Joaquim, Santo André e Santa Escolástica.

Essa é a "Causa da nossa Alegria", por meio da Santíssima Virgem Maria, dos nossos Santos Baluartes, dos nossos intercessores, do modo de ser, de viver(...) contudo neste Santo Mistério do Senhor, que vivifica todo o nosso ser, de forma plena com o MAGNIFICAT!

Missionária da Comunidade Magnificat - Andréa Lustosa