A Maternidade Divina é o privilégio fundamental que Maria recebeu. Deste dom decorrem outras graças. Duas delas se referem respectivamente ao início e ao fim da vida terrestre de Maria: a Imaculada Conceição e a Assunção Corporal. Para ser digna Mãe do Verbo Encarnado, Maria foi isenta de todo pecado e, porque isenta do pecado ou Imaculada, foi também preservada da deterioração que a morte impõe ao corpo humano. O seu corpo, tabernáculo da Divindade, foi isento do poder do pecado e da morte. A Imaculada Conceição e a Assunção de Maria estão em íntima correlação entre si, e, foi mais fácil à Teologia formular a Assunção do que a Imaculada Conceição.
OBSERVAÇÃO PRELIMINAR
A Revelação foi formulada em palavras humanas a homens limitados. Por isto a percepção de tudo quanto nela está contido vai-se realizando na medida em que vão caindo os obstáculos das limitações humanas que dificultam a compreensão. Foi o que se deu com os dois artigos de fé concernentes à Imaculada Conceição e à Assunção.
“Cheia de Graça” (kecharitoméne) achava-se no Evangelho de Lucas desde o Século I. O povo cristão, como comunidade de fé, foi intuindo esse alcance com clareza crescente e sob a luz do Espírito Santo. Os teólogos procederam mais lentamente, de modo que, enquanto o “senso dos fiéis” afirmava a Imaculada Conceição, a teologia hesitou durante séculos, mais vagarosamente chegou à formulação exata. Em 1854 o Papa Pio IX não fez senão assumir e pronunciar solenemente o que já estava na consciência dos simples fiéis e dos teólogos ou mesmo na fé da Igreja dos Apóstolos.
DIFICULDADES PARA A COMPREENSÃO
“Cheia de Graça” (kecharitoméne) achava-se no Evangelho de Lucas desde o Século I. O povo cristão, como comunidade de fé, foi intuindo esse alcance com clareza crescente e sob a luz do Espírito Santo. Os teólogos procederam mais lentamente, de modo que, enquanto o “senso dos fiéis” afirmava a Imaculada Conceição, a teologia hesitou durante séculos, mais vagarosamente chegou à formulação exata. Em 1854 o Papa Pio IX não fez senão assumir e pronunciar solenemente o que já estava na consciência dos simples fiéis e dos teólogos ou mesmo na fé da Igreja dos Apóstolos.
DIFICULDADES PARA A COMPREENSÃO
Os antigos estavam conscientes de que Maria sempre viveu na graça de Deus, alguns entraves obscureciam a intuição:
• A santidade singular de Jesus: Nos primeiros séculos, o pensamento cristão se voltou para a absoluta santidade de Jesus. A santidade e a impecabilidade de Jesus foram deduzidas da sua união hipostática. Em Maria, porém não houve união hipostática;
• A universalidade da Redenção: Não há graça nem salvação que não venham de Jesus Cristo. Todos são pecadores e foram remidos por Cristo. Maria foi isenta do pecado original, ela nada deve a Cristo; está fora do plano salvífico do Pai;
• O conceito de pecado original originado: Todos admitiam que o pecado dos primeiros pais acarretou a morte e graves conseqüências para o gênero humano. Todavia nem todos entendiam do mesmo modo essas conseqüências. Alguns teólogos julgavam ser a morte física sem mais; outros, a morte segunda ou a condenação definitiva; outros, a deterioração do cadáver no sepulcro; outros ainda, o aniquilamento total do indivíduo mediante a morte...Enquanto perduravam essas hesitações, era difícil definir de que “pecado original” Maria fora isenta;
• Um problema biológico: Os antigos e medievais julgavam que a semente vital masculina era o único princípio ativo na conceição de um novo ser humano. O útero da mulher seria um recipiente passivo, uma “incubadora biológica” para desenvolvimento da semente masculina. O pecado de Adão se transmitiria por hereditariedade biológica ou pela semente masculina. – Este princípio explicava bem por que Jesus fora isento de pecado original; não era filho de S. José no plano biológico. Maria, porém, nascera da união matrimonial de S. Joaquim e Sta. Ana; por conseguinte, não podia ter nascido sem pecado original;
• O momento da infusão da alma humana: Quando começa a existir um ser humano? – Desde o momento da conceição ou da fecundação do óvulo pelo espermatozóide? Ou após certo intervalo (quarenta dias para os meninos, oitenta dias para as meninas?) – Prevalecia na antiguidade e na Idade Média esta segunda teoria; em conseqüência, perguntava-se: como falar da conceição Imaculada de Maria? Quem não tem alma humana (antes do 40º ou 80º dia) não é sujeito de pecado e, por isto, não se pode dizer que foi preservado do pecado original em sua conceição.
• A santidade singular de Jesus: Nos primeiros séculos, o pensamento cristão se voltou para a absoluta santidade de Jesus. A santidade e a impecabilidade de Jesus foram deduzidas da sua união hipostática. Em Maria, porém não houve união hipostática;
• A universalidade da Redenção: Não há graça nem salvação que não venham de Jesus Cristo. Todos são pecadores e foram remidos por Cristo. Maria foi isenta do pecado original, ela nada deve a Cristo; está fora do plano salvífico do Pai;
• O conceito de pecado original originado: Todos admitiam que o pecado dos primeiros pais acarretou a morte e graves conseqüências para o gênero humano. Todavia nem todos entendiam do mesmo modo essas conseqüências. Alguns teólogos julgavam ser a morte física sem mais; outros, a morte segunda ou a condenação definitiva; outros, a deterioração do cadáver no sepulcro; outros ainda, o aniquilamento total do indivíduo mediante a morte...Enquanto perduravam essas hesitações, era difícil definir de que “pecado original” Maria fora isenta;
• Um problema biológico: Os antigos e medievais julgavam que a semente vital masculina era o único princípio ativo na conceição de um novo ser humano. O útero da mulher seria um recipiente passivo, uma “incubadora biológica” para desenvolvimento da semente masculina. O pecado de Adão se transmitiria por hereditariedade biológica ou pela semente masculina. – Este princípio explicava bem por que Jesus fora isento de pecado original; não era filho de S. José no plano biológico. Maria, porém, nascera da união matrimonial de S. Joaquim e Sta. Ana; por conseguinte, não podia ter nascido sem pecado original;
• O momento da infusão da alma humana: Quando começa a existir um ser humano? – Desde o momento da conceição ou da fecundação do óvulo pelo espermatozóide? Ou após certo intervalo (quarenta dias para os meninos, oitenta dias para as meninas?) – Prevalecia na antiguidade e na Idade Média esta segunda teoria; em conseqüência, perguntava-se: como falar da conceição Imaculada de Maria? Quem não tem alma humana (antes do 40º ou 80º dia) não é sujeito de pecado e, por isto, não se pode dizer que foi preservado do pecado original em sua conceição.
SER MÃE: missão para a vida!
Os desafios de uma sociedade que passa por mudanças é uma das maiores preocupações trazidas pelas mulheres ao buscarem a maternidade. Inseguranças, desejos, expectativas sobre os filhos, futuro: uma imensidão de pensamentos invade o imaginário das futuras mamães ou daquelas que fazem esse plano. Mas, vamos pensar juntos: será que existe um “modelo ideal de mãe”?
A missão de mãe da mulher inicia-se no momento da concepção, a partir disso, todos os ideais vão sendo construídos. Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível; isso, sim, é importante! Muitas vezes, constrói-se o ideal da "mãe perfeita", da "mãe que não erra".
Mas o que seria positivo para a criação de um filho? Ter o equilíbrio para cuidar dele, para protegê-lo, para educá-lo, para apoiá-lo, para prover-lhe as necessidades físicas e materiais, mas, especialmente, para prover as necessidades de afeto. Dar o consolo necessário, estar disponível e disposta a olhar, a conversar, ser empática, ou seja, a entender ou a colocar-se no lugar dos filhos e do seu momento de vida são algumas das formas de construir a missão de ser mãe.
É claro que a vida não é estática nem oferece condições que fazem com que tudo esteja bem o tempo todo: para isso, é necessário que saibamos nos observar para não transferirmos as experiências negativas vividas em nossa formação para a formação de nosso filho. Como diz o título de um livro, é importante que cada mãe possa “falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar (do livro: Falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar de Adele Faber e Elaine Mazlish). Recusar os sinais que ele dá, não olhar nos olhos dele, desconfiar dele, não dar peso às coisas que ele fala, não o ajuda em nada. É importante que saibamos ensinar, mas que também saibamos confiar e dar autonomia e possibilidade para que nosso filho amadureça com pessoa.
Estar bem emocionalmente faz que que possamos contribuir para o crescimento e o desenvolvimento saudável de nossos filhos do ponto de vista psicológico. Faço aqui uma observação especial para as mães: cuide dos outros, mas também cuide de si. Viver em harmonia com sua dimensão espiritual, afetiva, social, biológica, é essencial para que você possa cuidar bem dos outros e consiga lidar com as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades próprias da vida. Lembre-se de que, em primeiro lugar, você é mulher, e com isso, toda a beleza do ser mulher virá com esses cuidados, que depois se farão extensão ao cuidado com o outro, com seu marido, com os filhos.
Mães aprendem a todo momento: desde o choro do bebê que identifica fome ou dor, aprendem também a ligação íntima e profunda que têm com seus filhos. Aprendem pela experiência do ser mãe e, sendo mães, reformulam, superam e vivem positivamente conflitos passados em sua vida. Há uma ligação tão profunda e poderosa existente entre mães e filhos que esta sobrevive para sempre em algum lugar muito além das palavras e é algo de uma beleza indescritível.
Você, mãe, trocaria essa beleza e o poder dessa ligação materna por alguma coisa?
Ser mãe é ser a todo tempo, a toda hora, sem limites. Os limites de uma mãe sempre serão testados, colocados à prova, mas o dom, o amor e a missão farão sempre com que esta supere tudo aquilo que seja lhe dado como prova, bem como a fará experimentar todas as alegrias que esta missão lhe concede!
Os desafios de uma sociedade que passa por mudanças é uma das maiores preocupações trazidas pelas mulheres ao buscarem a maternidade. Inseguranças, desejos, expectativas sobre os filhos, futuro: uma imensidão de pensamentos invade o imaginário das futuras mamães ou daquelas que fazem esse plano. Mas, vamos pensar juntos: será que existe um “modelo ideal de mãe”?
A missão de mãe da mulher inicia-se no momento da concepção, a partir disso, todos os ideais vão sendo construídos. Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível; isso, sim, é importante! Muitas vezes, constrói-se o ideal da "mãe perfeita", da "mãe que não erra".
Mas o que seria positivo para a criação de um filho? Ter o equilíbrio para cuidar dele, para protegê-lo, para educá-lo, para apoiá-lo, para prover-lhe as necessidades físicas e materiais, mas, especialmente, para prover as necessidades de afeto. Dar o consolo necessário, estar disponível e disposta a olhar, a conversar, ser empática, ou seja, a entender ou a colocar-se no lugar dos filhos e do seu momento de vida são algumas das formas de construir a missão de ser mãe.
É claro que a vida não é estática nem oferece condições que fazem com que tudo esteja bem o tempo todo: para isso, é necessário que saibamos nos observar para não transferirmos as experiências negativas vividas em nossa formação para a formação de nosso filho. Como diz o título de um livro, é importante que cada mãe possa “falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar (do livro: Falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar de Adele Faber e Elaine Mazlish). Recusar os sinais que ele dá, não olhar nos olhos dele, desconfiar dele, não dar peso às coisas que ele fala, não o ajuda em nada. É importante que saibamos ensinar, mas que também saibamos confiar e dar autonomia e possibilidade para que nosso filho amadureça com pessoa.
Estar bem emocionalmente faz que que possamos contribuir para o crescimento e o desenvolvimento saudável de nossos filhos do ponto de vista psicológico. Faço aqui uma observação especial para as mães: cuide dos outros, mas também cuide de si. Viver em harmonia com sua dimensão espiritual, afetiva, social, biológica, é essencial para que você possa cuidar bem dos outros e consiga lidar com as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades próprias da vida. Lembre-se de que, em primeiro lugar, você é mulher, e com isso, toda a beleza do ser mulher virá com esses cuidados, que depois se farão extensão ao cuidado com o outro, com seu marido, com os filhos.
Mães aprendem a todo momento: desde o choro do bebê que identifica fome ou dor, aprendem também a ligação íntima e profunda que têm com seus filhos. Aprendem pela experiência do ser mãe e, sendo mães, reformulam, superam e vivem positivamente conflitos passados em sua vida. Há uma ligação tão profunda e poderosa existente entre mães e filhos que esta sobrevive para sempre em algum lugar muito além das palavras e é algo de uma beleza indescritível.
Você, mãe, trocaria essa beleza e o poder dessa ligação materna por alguma coisa?
Ser mãe é ser a todo tempo, a toda hora, sem limites. Os limites de uma mãe sempre serão testados, colocados à prova, mas o dom, o amor e a missão farão sempre com que esta supere tudo aquilo que seja lhe dado como prova, bem como a fará experimentar todas as alegrias que esta missão lhe concede!